segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Se te cheirar bem na rua é ilusão, nada nesta cidade é agradável, das mulheres aos apitos dos semáforos tudo tem um guinchar irritante e um cheiro putrefacto. A mancha na parede continua igual, o pântano alastrasse para a cozinha. Hoje vou compar fruta antes de ir para casa, umas uvas tintas para contrastar com o verde das paredes. Não tenho ideia do que estou a escrever, provavelmente um dia destes tudo seja mais fluído. Uso o porta chave que a Caixa Geral de Depósitos deu aos meus país quando eles compraram a sua casa, o tabaco dos meus cigarros espalhasse pela secretária. Amanhã é terça feira e por mais vinho que beba vou ter de trabalhar, cinzento é a cor das escadas do meu prédio, é dia de bifes na vizinha de baixo. A vizinha de baixo tem uma filha desdentada, não percebo de crianças, não sei se são caries ou as mutações da idade. A vizinha já foi boa em tempos, agora está gasta, anda com o possível homem do talho. A parta do meu prédio é verde, as dioptrias do rés-do-chão está a arranjar a canalização por iniciativa própria. O Benfica ontem jogou e eu nem sei o resultado. O arbitro de cú para o ar e o maior sem brinco.

Sem comentários:

Enviar um comentário